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Mostrando postagens de Abril, 2016

prosaIMPERATIVApoética

prosaIMPERATIVApoética

olha, moça bonita, veja, já quase finda abril. olha o que há entre os escombros; escuta a canção que vem das cordas do violão. repara no tecido que sobrevem da trama dos fios onde tece o infinito. sente: há no no ar um perfume. um perfume de begônias.

O RESTO É SILÊNCIO

imbricada na memória e na rocha; urdida na prosa e no tempo; embebida em saliva e sal; sibilo. se a hora se apresenta perpétua,deflagro as cores e os tons daquilo que fala. nada concreto além de um oco. mas zumbe. em qualquer tempo, tem espessamento a dor de nascer: ato pretérito, manhoso e baldio. um sem número de rios invertidos: desvios e canais; o doce e o sal.  talvez por isso misturo a areia da praia com o que resta de cinza; interrompo a fuligem no espaço e (preteritamente) talho o futuro em pequenas partes. definitivamente, o resto é silêncio.